domingo, 12 de fevereiro de 2012

E eu amo. E azar de quem vê. Azar de que sabe do que eu estou falando
Ainda bem que eu tenho minhas músicas e minhas poesias e a Jaya e todas as  minhas amigas.

E assim escrevo mais uma vez pra me exorcizar do medo de escrever sobre você

E olha, que já me disseram umas mil coisas e já me deram uma meia dúzia de notícias.
E olha, fico te amando, assim, uma mil horas direto. Depois te odeio mais umas mil vezes.
E tipos, I'm on your back.

Odeio te seguir.

 São umas coisas que não tem leis ou mandamentos ou respeito que possam dizer o que deve ser feito. É amor. É uma porra de um amor que deveria ter ficado numa hipótese. Numa página arrancada de um caderno qualquer. Numa página de caderno manchada qualquer.
Mas calma. Não é aquele amor grudado e impaciente. É um amor colorido, desarmado e despretensioso.
E sabe, paciência.. Paciência por quem vai entender ou não.  Entenda que tem amor, tem tesão, tem aquelas coisa carnais de quem se quer nos absurdos. Mas, sabe, cansei de guardar sentimentos pra quem sabe lá vai se importar. Ou vale, vai saber. Eu só sei do amor.  E que amor é  o tipo da coisa mais complicada, e que toma tempo, e toma palavra e toma o que for da carne de quem quer.

Querer amar é o que há de mais bonito e simples e sublime no que poderia ser apenas um carnaval.
E o que há de mal em encontrar beleza num carnaval -  principalmente quando se que recontar uma história. E reviver. E, olha, azar de quem quiser falar bobagem e quiser falar do que não lhe disser respeito. Eu sou. Nós somos.
E não tenho a menor vontade de não sermos. Não sê- los. Não temos a obrigação de nos adaptarmos numa ou noutra noitada que  nos agrade o ego . E ainda bem que temos táxis, ônibus, metrô e a putaquepariu. Ainda bem que temos intimidade suficiente para irmos fodidos encontrar a música nos nossos amigos. Ainda bem que temos a nós mesmos pra nos abraçarmos e dizer (saber) que nos amamos e que podemos nos misturar.

Que se foda o que foi capaz de se infiltrar até mesmo no coração mais puro pra se fazer bem no carnaval.


LOVE NEVER ENDS.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Nego,

Sai da minha vida.
Mas sai agora pra não dar tempo de eu querer balançar minha saia pra você de novo.
Sai rápido.
Leva teu gosto,
leva teu cheiro na minha pele,
suas palavras.
Deixa eu te maldizer, te maltratar,
deixa eu fazer com que você não passe de uma lembrança na minha vida.

Sai daqui.
Leva tuas palavras que não são minhas.
Leva aquele bom dia que não é pra mim.
Leva aquele gosto amargo que você deixa na minha boca toda vez que vai embora.

Sai daqui,
leva as palavras que delicadamente destilei por você,
leva tuas coisas, tuas cartas.
Me deixa em paz
e eu juro que nunca mais serás motivo pr'alguma escrita minha.

Sai,
me deixa remendar meu coração
e despir minha alma de você.

Sai da minha vida.
(Mas sai agora pra não dar tempo de eu querer balançar minha saia pra você de novo.)


(da série: A última vez.)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Novo.

Tudo novo, de novo.
Paulinho Moska.

Mudou o ano. Mas aqui dentro, pouco muda. Somente um estranho silêncio que venho carregando sem saber muito bem o porquê. Muita coisa a ser dita que insiste em se calar. E fica tudo assim, mudo, meio automático, meio adormecido pra que fique mais fácil prosseguir. Mas há dias - ainda bem! - em que a poesia resolve sair e gritar o que estava quieto, como numa rebelião interna em que tudo fica mais claro e admite-se os erros, as fraquezas, os quereres.

Hoje eu queria dizer que eu sinto saudades. Sinto ciúmes. Imagino cada coisa que se eu contasse ninguém acreditaria. Mas me acredite quando digo que... ah, deixa pra lá. Fica subentendido. Se você reparar na minha nostalgia, vai entender cada letra. Cada música. Cada silêncio. Cansei de usar minhas palavras pra me explicar.  Hoje quero senti-las, apenas. E que elas sejam sentidas da forma que melhor convier. Minha poesia me inunda e, sabe, eu quero mais é que essa enchente de palavras e sentires arraste tudo e traga boas novas. Novos ares. Novas vidas.

(Você consegue sentir tudo isso?)

Eu quero mais é que tudo se renove e que o passado-fantasma se torne nada mais do que lembrança. Uma página rabiscada da vida com aquele colorido bonito de quem tem muito pra contar e nada do que se arrepender. 

Non, je ne regrette rien. Edith Piaf me entenderia.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Não-Sim.


"Não, não é o fim
Dure o tempo que você gostar de mim
Entre o não e o sim
Só me deixe quando o lado bom for menor do que o ruim."
"Nunca", A Banda Mais Bonita da Cidade.


Eu amo. Tenho uma coisa tão boba e tão séria dentro de mim que chega a doer. Crio ausências absurdas pra você desconfiar. Crio uma alternativa esquizofrênica pra explicar o porque da minha falta de tato e da sua falta. (Ou vice-versa). Da sua falta de estar comigo. Dessa distância bizarra. Fico patética re-lembrando os efeitos sonoros de quando você sussurra absurdos no ouvido do meu coração*.

invento.

Inventei tanta coisa e tanto sentimento que nessas horas sinto uma vontade súbita e efêmera de sumir. De morrer. De viver uma outra vida na qual tudo tenha menos orgulho e mais verdades na cara. No coração. Quase posso ouvir sua voz. Seus acordes. Suas rimas.

Guardo poesias intermináveis no céu da boca.

Choro.
Arrepio.

Queria poder escrever uma novela pra ser tudo tão bonito como deve ser e como manda o figurino. Seria capaz de escrever as músicas mais lindas emolduradas pela tua voz. Pelo teu olhar. Pelo teu silêncio que acaba comigo. E queria ter sido Cazuza por dois segundos e dizer: Eu queria ter uma bomba, um fleat paralisante qualquer pra poder te negar bem no último instante. Mas negar mesmo, com toda a cara e a coragem que me faltam. Percebe? Me falta coragem. Me sobra medo de ser clichê e extremamente idiota. Me sobram vontades  irreconhecíveis. Inadmissíveis. Me sobra um ego absurdo. Coisas que nunca foram minhas e que eu nunca soube viver. Sempre fui muito transparente. Sempre fui muito escancarada. Agora me fecho a sete chaves. Guardo o que sinto no fundo da gaveta, pra ver se esqueço por alguns instantes. Pra ver se te esqueço por alguns instantes.

Merda.

É tudo tão vivo e tão intenso que é quase impossível esquecer. É tudo tão vivo que pulsa nas minhas artérias e por fim sai pelos meus poros, tamanha presença absurda dentro de mim. É tudo tão anatômico e fisiológico que por vezes tenho medo de sentir meu coração parar.

Porra.

Me odeio por cada centímetro de pele e sentimento que não consigo guardar. Me odeio por cada palavra que não consigo guardar.

Foda-se.

Ne me quitte pas.






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*
"Se eu corro", A banda mais bonita da cidade.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Sobre o risco que é viver.





"Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde."
Cazuza.


Eu não sei quanto a vocês, mas acho que tem faltado mais gente corajosa. E eu não digo coragem pra matar barata, pra subir em árvore. Pra isso existe Baygon e escada. Eu tô falando é de coragem pra viver.

Explico: estamos nos acostumando a viver numa zona de conforto, com tudo nos seus devidos lugares e sem maiores adversidades. O problema, gente, é que a vida é uma montanha-russa. Quando você vai acostumando com os trilhos em linha reta vem aquele looping e tudo sai do lugar. Tem quem prefira o gostinho da adrenalina a cada looping. Tem quem não goste muito da idéia mas encara de frente. Mas tem também quem nem sequer sobe na montanha-russa e deixa de viver o que no mínimo seria aprendizado. Isso sem falar nos incontáveis riscos que assumimos e nos dão surpresas deliciosas.

A vida é assim, gente. Num dia estamos por cima, noutro dia nem tanto. Tem coisas boas, coisas ruins, amor, ódio, medos, inseguranças, alegrias, dúvidas. Mas, quer saber? Temos que nos acostumar com a idéia da incerteza. Afinal, "nunca se sabe para onde essa vida puta e louca quer nos levar". Clara Averbuck disse e eu assino embaixo. É impossível prever onde nossas escolhas vão dar. Que dá medo, dá sim. Mas não dá pra deixar de viver o que está ao nosso alcance por isso. Não existe lógica, não existem cálculos, não existe uma fórmula matemática completa que calcule cada percalço da vida. Se tivesse, seria fácil demais. E, cá pra nós, perderia a graça. Pois o que é a graça da vida senão esperar por aquele resultado. Comemorar vitórias. Vencer as derrotas. Sentir o os melhores e os piores sentimentos com o coração aberto. Perder o juízo por amor. Chorar e sofrer por amor. Passar aqueles dois dias esperando a menstruação descer e - aleluia! - vir junto aquela sensação absurda de alívio. Viver as maiores tristezas e ao mesmo tempo saber que tem aquelas pessoas maravilhosas de sempre pra te ajudar. O que seria da vida sem os dramalhões. Sem os copos que já jogamos na cara das pessoas. Sem o que falamos sem pensar. Sem os arrependimentos absurdos. Sem tudo o que a gente aprende. Gente, o que seria da vida sem todos os riscos que corremos e ainda haveremos de correr? Respondo: ia ser uma merda. E digo mais: tá cheio de gente por aí vivendo na sua própria bolha com medo do que a vida reserva lá fora. Eu não sei quanto a vocês, mas eu não aguentaria. Tenho vocação nata para a vida. Pro risco.

Não espero que todos sejam iguais a mim (até porque tenho lá meus dias de muita cautela - o coração agradece!). Mas eu espero, de verdade, que as pessoas sejam menos reféns de si mesmas e de seus medos. E que tenham coragem de se permitir viver o que vier pela frente.


"A vida é pra viver
A vida é pra levar."

Toquinho e Chico, pra Vinícius.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Primeira pessoa.






"Eu vou ficar aqui, arrumando a casa, desarrumando um pouco a vida: 
fascinante como tudo fica mais inteiro depois de uma gota de caos."
Flávia Brito.



Fascinante como tudo fica mais inteiro depois de uma gota de caos.
Eu poderia terminar por aqui. Mas tenho sempre essas urgências que me impedem calar. Aliás, alguém me ensina como se faz pra calar o coração? Mentira. Eu não poderia. Sou feita inteira do que sinto. E, olha, eu sinto. Muito. De-ma-si-a-da-men-te. Assim, grande e em pausas pra dar tempo de me acompanhar. Sei que é difícil, sei que eu sou uma maluca que não se contenta apenas com um momento. Sou daquele raro tipo de pessoa pra quem tudo tem que ter um porquê. Um significado oculto. E sei também que não é qualquer um que consegue lidar com isso sem meter os pés pelas mãos. Entendo. Sou difícil. Pra alguns, indecifrável. Pra outros, nem tanto.

Tenho acreditado muito que as coisas se mostram exatamente no momento em que estamos prontos para vê-las. E eu vi. No meio da minha bagunça emocional, eu senti. Entendi. Aceitei as culpas, os erros, os desencontros. Me perdoei. Assim mesmo, na primeira pessoa, pra ficar claro que eu entendi que o que me faz mal são as minhas próprias escolhas. O resto, é consequência. O que foge do meu controle, bem... foge do meu controle. Simples assim. Sem sofrer pelo que eu não posso mudar. Sem perder o sossego pelo que não vale à pena. Sem perder a fidelidade por mim mesma.

Não tenho a pretensão de ser entendida, muito menos de me explicar. Mas, posso dizer? Às vezes dói. Dói porque essa falta de tato me deixa perdida. Dói porque as coisas se desconstroem de uma forma meio caótica e eu fico com aquela velha conhecida cara de interrogação: por que? Mas ao mesmo tempo dói uma dor necessária pra que as coisas voltem ao seu devido lugar, e aí - surpresa! - encontro meu equilíbrio no lugar mais improvável do mundo: dentro de mim.

Dói.
Mas vem junto aquela leveza que - ainda bem! - tem teimado em não me largar.


domingo, 23 de outubro de 2011

Fuja(o).




Fuja do medo torpe de encarar a realidade.
Fuja da incapacidade de sentir.
Fuja da tentativa de beijar bocas indignas pra satisfazer o seu ego.
Ah, menina!
Esse seu coração bandido tem tanto a aprender.

(Logo eu que sou amante dos riscos, que faço questão de viver o hoje. Logo eu que brado pelos quatro cantos sobre a liberdade. Ando presa numa teia perigosa por medo de ousar.)


domingo, 9 de outubro de 2011

Leve.




Tenho tentado levar a vida com mais leveza. Com mais aventuras, mais cabeça aberta e menos cobranças. Vou tentando cobrar menos de mim. Menos dos outros. Sinto uma quase tranquilidade no peito. Quase. É difícil deixar tudo tão quieto aqui dentro. Mas posso dizer que mesmo a bagunça do meu coração está organizada. Tudo em seu devido lugar (guardadas as devidas prioridades).

Tem sido tudo tão leve e fácil de viver que eu ando equilibrada no desequilíbrio. Numa taça de vinho. Num quarto de hotel. Ou em colchões no chão, tanto faz. Vivo um dia de cada vez. Vivo as loucuras que quero e finjo de boba pra ninguém desconfiar. Mas na intimidade subo na mesa, perco o rumo, perco o freio. Provoco. Faço pose.  Me dou o direito de manter aquele velho sorriso de quem não sente culpa. Coisa de quem se sente livre. Completo.

Vou cantarolando meus sambas, meus rocks, esperando uma história nova brotar. Ou apenas um olhar intrigado. Não importa. Tenho minha palavras, minhas músicas, minhas asas.
É o que me deixa leve.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Setembro.



Setembro chegou, com suas flores, cores e sorrisos.
Setembros sempre me trazem uma loucura tão boa e um certo saudosismo que eu não posso evitar. Setembro sempre passa na minha vida feito um furacão. Muda tudo de lugar. Remexe armários vazios, inverte prioridades, revive o passado. Revira o coração. Em setembro sou capaz de transformar uma terça-feira cinza numa história de cinema.

Me sinto um caso perdido. Desses que repetem as mesmas besteiras mil vezes só pelo exercício de viver uma história bonita. E o pior (ou melhor, nunca vou saber) é que eu gosto de ser um caso perdido. Sempre digo (e repito!) que me importo muito com as histórias que eu vou contar no futuro. Acho que a minha liberdade é o meu bem mais precioso e nada nem ninguém será capaz de tirar isso de mim.

Liberdade de ser, de viver.

Setembro me dá essa liberdade toda e faz eu me sentir inteira. No auge. No ápice. Me sinto quase como uma super heroína. Uma Mulher-Maravilha. Me sinto forte, livre, transgressora. Perco qualquer gosto pelas convenções sociais chatas. É como se setembro trouxesse uma brisa diferente que me inebria e guia os meus passos. É como se eu obedecesse as minhas vontades mais ocultas sem me importar com as consequências, quaisquer que sejam.

Liberdade de ser, de viver.

É como eu já disse: "Ando muito poeta, muito dona de mim. Ando com olhos de ressaca. Um gosto de sol, suor e samba me escorrendo pela boca. Ando à flor da pele e com aquele sorriso de quem não sente culpa.

(Talvez plenitude seja isso.)"

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Talvez nenhum outro Setembro se descreva como esse. Mas re-escrevo esse novo Setembro com velhos e novos sentimentos, uma coisa misturada, que no meu coração, faz todo sentido.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sobre plágio, violações de direitos autorais e outras chatices da internet

"Vou mostrando como sou
E vou sendo como posso."
Novos Baianos.
(Aproveitando pra ensinar aos desavisados como reproduzir textos e colocar os créditos.)


Eu ia escrever um texto bonito, sabe. Ia falar desse setembro lindo que sempre me deixa meio louca.
Mas hoje eu tô louca por outra coisa. É de RAIVA, Brasil.
Quem me acompanha nas redes sociais viu que ontem eu postei um link de um blog que plagiou meu texto "The thing about love", do dia 7 de maio de 2011:
http://ludmilamelgaco.blogspot.com/2011/05/thing-about-love.html
Isso mesmo, Brasil. PLÁGIO. VIOLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS.

Fui educada, pedi pra ilustríssima dona do blog retirar o texto o dar os devidos créditos. Nada. Fiz outro comentário fazendo o mesmo pedido, NADA. (Isso porque achei textos de outros autores também sem os créditos, como esse da Fernanda Mello - http://transcendereviver.blogspot.com/2011/07/quero-voce.html?showComment=1316492131336#c7903051477960040847 ).

Nega apagou os comentários, fez a egípcia e continua meu texto lá todo lindo no blog dela. Ela devia mesmo ter se apagado do universo, isso sim.
Tô PUTA DA CARA.

É triste, sabe. Eu amo escrever, tenho essas coisas, essas palavras tão minhas. Cada texto é fruto de uma experiência diferente, de uma vivência diferente, de um pensamento diferente. Sou eu, em cada faceta, cada cantinho, cada poro em todas e em cada palavra que vocês encontram aqui. Nada traduziria mais quem eu sou, o meu coração e a minha alma do que o Puramente Sentir. Sou eu gente. Acho bonito, de verdade, as pessoas se identificarem com meus textos, tomarem pra si cada palavra. Mas, pelo respeito que mereço, dêem os créditos. Porque isso aqui SOU EU. E sem aquele papo de que "tá na internet, posso pegar pra mim" porque isso é uma tremenda desculpa esfarrapada. Me desculpem a franqueza, mas pra mim isso é coisa de gente sem criatividade e invejosa que quer crescer às custas dos outros.
Enfim, me chateei.

Daí que eu fui lá e denunciei pro Google. Daí que ela foi lá e apagou o texto e botou uma carinha feliz que se eu pudesse eu ARRANCAVA SANGUE dessa carinha feliz que ela botou. Daí que ela SE FODEU PORQUE EU TENHO PRINT-SCREEN DE TUDO! (Beijo Plagiarisma, sou sorrateira e aprendiz de CSI.)
Daí que apesar de nesse 5 minutos que eu gastei pra escrever esse texto-desabafo indignado ela apagou o texto, eu peço que vocês denunciem o blog dela. Não só pelo meu texto, mas por milhares de outros textos, outras almas, outros corações que estão lá expostos como se fossem dela e sem os devidos créditos.

Aqui vai o link (depois que ela apagou, grrrrrrr!):
Bruna Carvalho: http://transcendereviver.blogspot.com/2011/06/thing-about-love.html?showComment=1316488022444#c177889651562391712 (link original do texto)

http://transcendereviver.blogspot.com/ (link da home do blog)

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Agradeço, de coração àqueles que se preocuparam e perderam um tiquinho do seu tempo denunciando o blog dela. Agradeço, com mais coração ainda, àqueles que passam sempre por aqui, se identificam, amam, me incentivam e até mesmo àqueles que só passaram por aqui apenas uma vez. Agradecimento especial pra Jaya do blog Líricas. que no último texto me ensinou sobre o Plagiarisma e possibilitou que eu descobrisse essa farsa.
Apesar de ser meu, é por vocês que eu continuo aqui me expondo além da conta. E coisa minha, cuido como uma leoa.
Carinho lindo e de coração pra vocês!

(Beijo Bruna Carvalho, te amo. Só que ao contrário.)

E só pra constar, como disse a Jaya no texto "O amor mais bonito da cidade":
"Plágio: crime. Previsão: Código Penal e Direitos autorais".



(UPDATE: JÁ PODE RIR BRASIL?
A pessoa copia o seu texto. Você pede educadamente pra dar os créditos. A pessoa ignora, você educadamente refaz o pedido e pede pra que o texto seja removido, PORQUE É SEU. A pessoa faz a egípcia, apaga seu comentário. Você denuncia pro blogger, a pessoa deleta o seu texto (pelo menos isso), bota uma carinha feliz no lugar e arremata com o seguinte recado:

http://transcendereviver.blogspot.com/2011/09/aviso.html

Só tem um problema: Ela proíbe a postagem de comentários.
Culpa define? Cara-de-pau define?)

domingo, 21 de agosto de 2011

Sobre a eminência da perda.




Sinto que o fim está cada vez mais próximo. Vejo a distância aumentando a cada dia e o medo se apoderando de mim. Não, não quero perder. Te perder.

Sinto saudades.
Tenho ciúmes.

Uma lágrima que teima em cair cada vez que meus sentimentos, pensamentos e ações me traem. Uma vontade louca de largar tudo e dizer tudo o que continua entalado aqui. Adormecido. Sedado. Tenho todas as palavras que lhe cabem mas que teimo em não dizer. Tenho todos os tapas, todas as mordidas e todas as entregas que lhe cabem mas que teimo em não lhe dar.

E se eu te der a minha mão?

Vejo o que passou, o que foi e o que continua queimando numa micro chama aqui dentro, como se verdadeiramente nunca houvesse um fim.
Sinto que estaremos ligados por mais mil vidas.

Em quantas vidas mais nos encontraremos?



terça-feira, 2 de agosto de 2011

Dói.




Love hurts.

Que eu me envolvo demais. Que as coisas se atropelam e eu fico no meio de tudo com aquela velha cara de interrogação. Ama, dói, sorri, grita e chora, tudo-ao-mesmo-tempo-agora. Essa necessidade de ter o coração sempre cheio, sempre pesado. Sempre faltando um pedaço.

Almas que se encontram e se perdem desde outras vidas. Nós que atam e desatam. Nós que atamos e desatamos. A cada re-encontro, uma marca: o fogo, a ferida, o amor. As linhas rotas das costuras que tanto prenderam nossos corações e agora esgarçam o tecido. Muscularestriadocardíaco. O meu coração, cola no teu pra ver se cola? Cola pra ver se as marcas se juntam de vez e as fibras não se soltam de vez. Cola pra eu ainda acreditar que todo mimimi é lindo e que todo mundo ama assim que nem eu, escancarado, inteiro, excesso.

A gente quer amar e esquece dos efeitos colaterais. A gente esquece que o amor não tem roteiros nem regras.

O amor dói.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O que foi feito.

"Still I'm glad for what we had
And how I once loved you."
Carole King, "It's too late".


Quem me conhece sabe que a minha vida daria um bom roteiro de cinema. Um drama de primeira. E agora não poderia ser diferente. Acabo de ler (e ver!) a última crônica da Fernanda Mello (preciso dizer de novo que ela sempre sabe?): "Encontros e desencontros (até quando você vai dar desculpas para os seus medos?)". Nos últimos 5 minutos descobri tantas coisas sobre mim mesma que você nem imagina.

Descobri que eu estou na merda. Que você me fodeu de todas as formas que uma pessoa pode foder outra pessoa. E olha, não são poucas. Descobri que esse amor não tem me feito muito bem. É uma história bonita, confesso, mas bonita pra quem está de fora. Só pra quem vê daquela tela grande do cinema. Porque pra quem vive, ah, não é tão bonito assim.

Esses dias ouvi de uma grande amiga que o meu problema é que busco segurança demais. Bem, considerando tudo que eu já vivi isso é bem compreensível. Mas olha, ela errou um pouco dessa vez. Porque não tem coisa que me deixa mais insegura do que você. Essa sua forma de me dar todas as esperanças do mundo sem me prometer absolutamente nada. Sei muito bem da minha culpa de criar as velhas e inconvenientes expectativas. Sei muito bem da minha culpa de achar que tinha a tal flexibilidade moral pra viver uma aventura com você. Mas posso dizer? Você tem um jeito estranho de me fazer bem e mal ao mesmo tempo. Tudo o que eu não preciso agora. Cheguei naquele momento em que não estou mais disposta a jogar. Ando meio cansada de ter jogo de cintura e adivinhar o seu próximo passo. Meu momento agora exige tranquilidade, segurança.

É, minha amiga não está tão errada assim. Preciso colocar os pés no chão e tentar recomeçar. Preciso dessa fuga antes que tudo de bonito que existe (ou existiu, sei lá, nunca vou saber) deixe de ser. Preciso não querer nem precisar de um bom dia seu que não é pra mim. É gente, ocorreu o que eu temia: acho que amei além da conta. Amei mais que o necessário, mais do que eu podia aguentar. Amei mais do que eu queria amar e agora estou pagando a conta. Olha, Brasil, eu estou sofrendo. Gravem esse momento de desabafo que raramente ocorre. Estou fugindo do amor "com medo de perder minha liberdade". Mais do que isso, tenho medo principalmente de desconstruir as coisas bonitas que eu guardei de você ao longo do tempo.

Assim, me despeço temporariamente. Pra ser bastante sincera nem eu acredito nessa despedida, mas preciso de tempo pra recomeçar. Preciso me reconstruir pra depois, quem sabe, retomar o que houve e ainda haverá.

Retomar esse nosso velho e estranho amor.

(Depois de tudo, eu ainda te amaria?)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Nem sei se te amo.




"Baby, te amo
Nem sei se te amo."
Luiz Melodia


É mais um daqueles momentos em que conclusões amargas chegam a mim. Já vi tuas fotos um milhão de vezes. Já te amei e te odiei tanto que não sei mais o que sentir. Já procurei todos os motivos do mundo pra entender o que foi. O que ainda é. Ou o que sempre será. Se é que será.

Eu não sei de nada.

Só sei daquelas suas camisas velhas que me vestem tão bem. Sei do sol entrando na janela enquanto surpreende as nossas loucuras. Sei das nossas palavras que eternizam o que vier a sobrar.

O que foi feito de vera?

Eu não sei se devo me acabar num cigarro ou durar até a próxima vida.
Em quantas vidas mais nos encontraremos?

Vejo tudo num passado distante. Canto "te espero amor... porque tudo que tem em você vale à pena..." como se essa fosse a única verdade a que posso me agarrar.
Repeat.
Repeat.
Repeat.
Nunca tive a audácia de imaginar uma vida inteira. No máximo algumas noites. Minha cerveja se esvai e quase ouço a sua voz. Ah, eu te amo. Copacabana inteira te amaria. Os velhos, os cachorros, o bairro Peixoto, o calçadão, a areia, o mar. Eu tenho certeza que esse apartamento te amaria. O chão, a varanda da sala, o carpete, a janela, a minha cama. Eu tenho certeza de que nesse apartamento eu te amaria. Quase posso sentir o teu gosto doce. Quase posso ouvir você me renegar por ciúme.

Não, eu não te amaria. Grito, te estapeio porque o teu ciúme é demais pra mim e pra minha cabeça de mulherzinha. Te odeio por me fazer sentir a pior e a melhor cosia da sua vida. Te estapeio, te mordo. Vai, vai embora.

Me estrepo.
Prefiro você no meu ouvido e tuas sacanagens todas. Prefiro o teu olhar que diz muito mais do que qualquer palavra sua. Minha cara pra te provocar.
Afinal, love is a losing game.

Depois de tudo, eu ainda te amaria?


"Nem vá dormir como pedra
E esquecer o que foi feito de nós."
Fernando Brant e Márcio Borges.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Gentileza gera gentileza?



Por favor, bota um ponto de interrogação no fim da frase aí moço?


Se tem uma dentre muitas coisas que eu realmente não suporto é grosseria. Sabe aquilo que as nossas mães nos ensinam desde cedo? Obrigado, por favor, com licença, não desrespeite os mais velhos, trate bem o seu coleguinha... Educação e respeito pelo próximo são coisas indispensáveis e que fazem toda a diferença no convívio diário com qualquer pessoa. Não estou dizendo que eu sou uma lady cem por cento do tempo. Tenho lá meus dias de ogra onde qualquer olharzinho torto é motivo pra eu rodar a baiana. Aliás, todo mundo tem um dia assim, de vez em quando. Tá, é chato mas é compreensível. Mas é impossível conviver com gente que é assim o tempo inteiro. Começa a dar nos nervos e quando você se dá conta, vê que está ficando igul ao ogro-mor, na tentativa de responder suas grosserias à altura. E gente, se tem uma coisa que eu não sou é mal-educada, muito pelo contrário.
Sem querer parecer perfeita ou vir com aquele papo ultrapassado, mas educação, respeito, cordialidade e gentileza pra mim são fundamentais. Com minha família, meus amigos. Com os porteiros do prédio, com o Zé da esquina. Até com aquela moça que enche o saco todo dia pra me entregar o panfleto na Siqueira Campos. Pra mim gentileza é uma questão de humanidade.

Acho que gente mal-educada precisa é de limite. Gente mal-educada é egoísta, se acha no direito de destratar o mundo inteiro e geralmente dá showzinho quando alguma coisa não dá certo, quando contrariam a sua vontade e afins. E isso dá no saco, né? Eu ignoro esse tipo de gente para não me rebaixar. Além disso, com essa atitude o ogro terá dois trabalhos: subir e descer das tamancas. Ou tá achando que chantagenzinha emocional e desrespeito funcionam comigo? Não mesmo. E digo mais, chega uma hora que nem a pessoa mais boazinha do mundo aguenta tanta falta de sensibilidade com superioridade e solta os cachorros. Eu mesma sou assim.

Se gentileza gera gentileza, os mais estouradinhos dirão que grosseria gera grosseria. Não deveria, mas é bem por aí mesmo. O ideal seria retribuir cada ato desrespeitoso com um ato de bondade. Funciona, até que a nossa reserva de Madre Tereza de Calcutá se esgota e nos cansamos de tomar na cara. Já disse aqui, não tenho vocação pra Jesus Cristo. Acho que ninguém tem. Sem contar a grande sabedoria popular: "Não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você". Pois é por isso que tem muita gente que merece uma boa patada pra ver se cresce um pouco. Tem muita gente que merece uma bela grosseria pra aprender a importância de saber respeitar o outro, lidar com as diferenças e perceber que não está acima de ninguém.

Vocês mirem e vejam, em pelo século 21 aqui estou eu tentando reeducar um bando de marmanjos e marmanjas que não sabem conviver com os outros. E acrescento, tentando me reeducar também. Portanto, além de aprendermos a sermos bonitos, polidos e educados, precisamos aprender também quando é necessário sermos duros, pouco educados e colocar quem merece no seu devido lugar. Afinal, ninguém é obrigado a suportar grosseria gratuita nem aguentar gente que não preze pela boa convivência e pelo respeito mútuo.

(Aprenda a ser gente de verdade e tratar bem o próximo, ou faça o favor de pendurar no pescoço uma plaquinha de "CÃO ANTISSOCIAL". Facilita.)


sábado, 14 de maio de 2011

Sobre a injustiça e a falta de dignidade do mundo.


Bem dizem que ela é cega.



Sinto uma revolta tão grande como se fosse o sangue do meu sangue que estivesse sendo derramado nas páginas dos jornais. Quanta leviandade, meu Deus! A que ponto o homem chega para alcançar seus objetivos? Quantas coisas vis serão feitas pelo egoísmo e pela busca desenfreada pelo poder? É de uma crueldade sem tamanho a capacidade que as pessoas têm de manchar a dignidade de outrem simplesmente por um benefício próprio.


O jornal estampa a cara do "criminoso", não importando o teor de verdade do que é dito. Que se fodam o nome, a família, o sossego e o caráter. No fim das contas o objetivo é um só: criar uma realidade acompanhada de grandes doses de injustiça.


Peço uma coisa a todos e cada um de vocês: duvide de tudo. Duvide de mim, de quem está ao seu lado, duvide dos jornais, duvide do "boa noite" do William Bonner e da Fátima Bernardes. A mídia constrói e destrói uma reputação em segundos. A mídia constrói e destrói uma vida me segundos. Os grandes não se importam com as manchas que pintam na honestidade dos cidadãos de verdade. Os grandes não se importam com as mentiras que dizem pra pintar a dignidade em gente podre.


Os grandes, no fim das contas, são um bando de calhordas que vendem sua alma pelo vil metal.


(Esse é pra você, meu querido. Erga a cabeça, seja forte e tome todo o amor que eu te mando daqui: o que importa é que quem vale à pena sabe da verdade.)

sábado, 7 de maio de 2011

"The thing about love."


"Everybody laughs
Everybody cries
Sure it could hurt you, baby
But give a little try
That's the thing about love."
Alicia Keys

Eu não sei pra onde vamos caminhando, mas acho que as coisas vão mal. Explico: lá vamos nós, adultos e senhores de nós mesmos, buscando carreiras de sucesso, vidas de sucesso. Sonhamos com uma casa bacana, uma vida boa e uma família bonita pra estampar os porta-retratos da casa. E lá vamos nós caindo no mesmo buraco dos relacionamentos meia-boca. É assim, a gente fica por aí procurando o amor nos lugares errados. Numa pessoa que não te respeita. Noutra pessoa que não quer o mesmo que você. Numa terceira que não te admira. E como é difícil perceber, encarar e aceitar que uma pessoa não tem por o você o mesmo cuidado que você tem por ela. O mesmo respeito. A mesma admiração. É difícil encarar que nos envolvemos com quem não vale à pena. A gente fecha os olhos, tapa os ouvidos e vai fingindo que tudo vai bem até que a verdade chega, te esbofeteia e grita: "olha merda que você tá fazendo!". E você faz o que? Bota a música alta, de preferência uma música romântica e bem brega, pra não escutar. Vem a verdade de novo, e a gente responde com a velha frase dos pseudo-descolados: "ah, enquanto não vem a pessoa certa, a gente se diverte com as erradas". (Aliás, tenho certeza de que todos nós ainda vamos repetir essas palavras por algumas vezes na vida).

Mas a verdade volta, inevitável, e você argumenta: ah, e a convivência? E tudo que já passamos juntos? É, gente. Eu sei que é difícil se desvencilhar de alguém que sabe a cor das suas calcinhas. É difícil se desvencilhar de alguém que sabe como você acorda, de alguém que te conhece desde que você era adolescente, esquisitinha e desengonçada. É difícil se desvencilhar de alguém que - você acha - te ensinou o que é o amor. (Até porque, quem nos ensina mesmo o que é amor de verdade, incondicional e completo, são as nossas velhas e boas mães. Mas isso é conversa pra outra dia.).

O que eu quero dizer é: Porra, olha o quanto a gente se auto-sabota! Olha as coisas às quais a gente se agarra pra justificar nossa insistência em relacionamentos que nunca darão certo. Olha a falta de amor-próprio. Olha as noites que passamos em claro procurando a culpa, inventando motivos. Já pararam pra pensar o tempo que perdemos tentando reviver o que nunca existiu? Já perceberam o quanto a gente se engana e vai levando com a barriga pra fingir que estamos vivendo o romance dos sonhos? A gente devia se poupar de tanto sofrimento, gente! Nesses momentos a gente devia juntar os pedaços dos nosso respectivos corações partidos e seguir em frente. Acreditem, eu sei que é muito fácil falar. Mas sejamos racionais ao menos por um minuto: errar é humano, mas permanecer no erro é burrice. E mais: nada de mendigar amor, se humilhar. Amor de verdade não nos permite esse tipo de auto-flagelação.

A não ser que você não esteja buscando amor de verdade. Nesse caso, aguente as consequências. Um não-amor requer muito jogo de cintura. Uma certa flexibilidade moral. Viver um não-amor significa ter que se submeter a um jogo de interesses. E, me arrisco a dizer depois de muito escutar e insistir nesse tipo de relacionamento, que não estamos prontos e nem dispostos a nos submeter a esses jogos. Também não estamos prontos pra viver o amor. Mas um amor que dói. Um amor de verdade, inteiro, bonito como manda o figurino. Somos todos um bando de medrosos: temos medos de vivermos juntos pra sempre, temos medo de vivermos sozinhos pra sempre. Até que, depois de anos e anos insistindo, batendo a cabeça, sofrendo com o que não nos leva a lugar nenhum, a gente finalmente toma coragem o suficiente pra correr atrás do que quer na vida: aquele alguém que nos tire o chão, nos roube o ar, nos enlouqueça e nos dê aquelas paixões todas, mas ao mesmo tempo nos dê a segurança de esquentar os pés, de poder voltar, de poder fazer planos e ter certeza de que darão certo. Tudo bem, certeza certeza, de verdade, a gente nunca tem. Mas sempre chega aquele momento em que precisamos ter a tranquilidade de poder voar, se perder de amor e ao mesmo tempo saber qual caminho estamos tomando.

Admiro de verdade quem tem a cara e a coragem de admitir o que quer e ir à luta. Ir à luta por um amor verdadeiro e que lhe faça sentir completo, quantas vezes for necessário. Acho que, no fim das contas, é isso que todos nós buscamos desde o início, cada um à sua maneira. E acho que tudo seria mais fácil se a gente desistisse de esconder os sentimentos, vestir armaduras, jogar, e decidisse viver. Amar. Mil vezes, se preciso.

Mas também, quem dera fosse tão fácil assim.

Sei que ainda vou insistir nesses relacionamentos e não-amores com aquela velha desculpa. Sei também que escrevo, sinto e vivo o amor verdadeiramente. Amor é uma coisa que, pra tristeza de uns e felicidade de outros, é impossível separar de quem eu sou. O amor, mais do que tudo, é a minha eterna verdade absoluta.




(Portanto, se me perguntarem se ainda vou insistir nesses relacionamentos e não-amores com aquela velha desculpa, respondo que sim. Mas, advirto os desavisados: haja fôlego pra aguentar o amor que eu sou e tenho pra dar.)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Estréia: Os detalhes de um Brasil não muito divulgado


Queridos leitores, venho compartilhar com vocês minha estréia no blog "Tv e Diversão"!
Estarei por lá todas as quintas às 20:00h com a coluna "Os Detalhes de um Brasil não muito divulgado".
Conto com vocês em mais esse projeto!
Essa semana: "Inconstitucionalidade, casamento real, senado e outras farras"
Beijo grande!

sábado, 16 de abril de 2011

Até pra errar a gente tem que ter dignidade.

Sejamos humanos.
É foda, Brasil, é foda. Sabe uma coisa que eu definitivamente não suporto? Falta de respeito. Falta de consideração. Coisas que todo mundo exige todos os dias e não sabe dar em troca. Sabe aquela velha máxima que diz "não faça com os outros aquilo que você não quer que façam com você." ? Pois é. Não entendo como tem gente egoísta ao ponto de querer ser respeitado sem respeitar o próximo. Não entendo como tem gente que quer ser respeitada sem se dar o mínimo respeito. Eu sou daquele tipo de gente que ainda (tenta) acreditar na camaradagem, na hombridade, nos laços afetivos. Tento acreditar que certas atitudes nossas são pautadas e medidas de acordo com a nossa consideração pelo outro. Mas ultimamente tenho andado muito descrente com as pessoas.

É difícil pensar que existem pessoas que a gente ama que são capazes de ter ações nada nobres com a gente. Acho um absurdo as pessoas desconsiderarem tudo que já viveram numa relação duradoura em prol de apenas um momento efêmero. Veja bem, que fique claro que sou a favor de todas as efemeridades que nos fazem bem. Mas desde que isso não machuque ninguém. Quer fazer merda, quer ter histórias pra contar, ótimo. Acho lindo, de verdade, esse tipo de gente que não liga pro que os outros pensam e vive tudo que há pra viver. Mas desde que isso não machuque ninguém.

Deixa eu ensinar um negócio pra vocês: até pra errar a gente tem que ter dignidade. É, minha gente. A parada é séria. Como a gente quer ser levado a sério se não sabemos a hora certa de parar? De pedir desculpas? De admitir o erro? Como a gente quer ser levado a sério se somos incapazes de pensar um tiquinho que seja em quem a gente ama antes agir? Me desculpem, mas eu não sou capaz de entender uma coisa dessas. Não aceito o fato de ter tanta gente preocupada apenas com o próprio umbigo. Tem um grande amigo meu que diz que não podemos esperar dos outros aquilo que fazemos por eles. Simplificando, não devemos criar expectativas em relação a ninguém. Confesso que cada vez que leio essa frase engulo seco e penso sobre a crueldade que a vida é, às vezes. Porque gente, é triste pensar que somos capazes de jogar fora uma vida inteira por coisas que nem valem tão à pena assim. Por gente que não vale tão à pena assim.

Hoje digo, com todo o azedume que sou capaz de destilar, que eu cansei. Cansei dessa minha mania de esperar demais dos outros. Cansei dessa minha mania de botar os interesses e as vontades dos outros em primeiro lugar. Esse tipo de coisa é pra quem é evoluído o bastante (que nem Jesus Cristo) pra tomar um tapa na cara e dar o outro lado da face pra bater. Não, não sei me humilhar tanto. Prefiro recuar, espernear, escrever. Prefiro me revoltar a compactuar com essas situações mesquinhas.

Porque, se tem uma coisa que eu sei fazer bem, é dizer o que eu penso. Se tem uma coisa que eu sei fazer bem é dizer o que eu sinto. Por outro lado, se tem uma coisa que eu não sei fazer bem, é me fazer de sonsa e justificar um deslize com uma desculpa qualquer, uma noitada de excesso de álcool qualquer. E mais: se um dia eu o fizer, acredito que terei a decência de assumir a merda e pedir perdão a quem merecer.

Repito: até pra errar a gente tem que ter dignidade.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Sobre a minha necessidade de amor. E paixão.

‎"Paixão é pros fracos. Mas amar, ah, o amor, AMAR É PUNK!"
Fernanda Mello, "Amar é punk."

Vou discordar.

A frase é linda. Mas paixão não é só pros fracos não, sabe. Muito pelo contrário. Paixão é o tipo de coisa que a gente tem que viver milhões de vezes. A gente precisa desse fogo, de se apaixonar por todo mundo. Aliás, digo e repito, mais do que tudo, precisamos nos apaixonar por nós mesmos. Precisamos ser volúveis, sentir o coração disparar, perder o fôlego, perder o chão. E arrisco mais: pra mim, a busca pelo amor passa por momentos que muitos podem achar pouco nobres.

Posso dizer que eu busco o amor naquelas letras velhas. Naquela história antiga, cheia de 'eu te amo'. E porque não, num lençol embolado, numa noite qualquer ou numa efemeridade louca movida a álcool e desejo carnal. A paixão momentânea nos levando por caminhos perdidos. Ou achados. Porque pra mim, paixão e amor andam juntos. Ainda não aprendi como amar sem me sentir meio louca. Ainda não aprendi como amar repousando o coração num lugar tranquilo. Pra mim o amor só tem sentido se vier acompanhado da falta de discernimento. É como diria Vinícius, "o amor só é bom se doer". Amor tem que ter uma intensidade tamanha que eu só consigo sentir se tiver paixão junto.

Tem quem diga que só gosta da paixão quem ainda não encontrou o amor de sua vida. Sei não. Tanta coisa pra viver ainda, tantas noites em claro, tantos toques, tantos choros. Tanta dor. Tanta coisa pra sentir e pra amar.
Não tenho essa coisa de ficar esperando o amor da minha vida.
Minto.
Só acho que pra encontrar o 'tal amor da minha vida' preciso viver histórias, paixões, amores. Sim, "relacionamento, a gente constrói. Dia após dia...". Mas pra isso eu preciso primeiramente VIVER a paixão. É como se fosse uma etapa necessária pra saber se o amor vai durar. Ou melhor, se vai valer à pena, pois que seja infinito enquanto dure.

Se bem que amar, se apaixonar, sempre vale à pena. Se ao final não houverem lembranças boas, viver uma paixão é garantia, pelo menos, de aprendizado. De histórias pra contar. Antes de querer viver a sorte de uma amor tranquilo, eu preciso viver a insanidade de um amor passional. Muitas vezes. Intermináveis vezes.

Até porque, mesmo o amor tranquilo tem sabor de fruta mordida.
;)


segunda-feira, 28 de março de 2011

Por enquanto.

Não, meu bem
Eu não caibo no bolso do seu jeans
nem naquele all star detonado.
Eu preciso me espalhar muito mais do que isso.

Eu preciso morar nas palavras, nos gestos, nos toques. Nos sussurros. Não tenho a pretensão de ser sua. Se for pra ser de alguém, serei minha. Só minha e não de quem quiser (citando Cássia Eller, por Renato Russo). Acho uma falta de humanidade esse egoísmo de querermos que os outros sejam nossos, mesmo que o ser-humano tenha uma natureza possessiva. Se você acha que eu sou sua posse, faça o favor de apresentar contrato, escritura e demais documentos que comprovem essa condição. Caso contrário, faça o favor de não se importar se eu me espalhar por aí. Todos temos esse direito. Eu não caibo em lugares apertados. Eu não consigo viver sem me sentir livre. Tenho em mim certos excessos que não conseguem se atrofiar. Uma necessidade louca de me deixar engolir infinitas vezes pelos sentimentos mais incríveis. Sou superlativa e o pouco nunca me basta.

Assim, te conto que, mais do que tudo, eu prezo pela minha liberdade. Mais do que tudo, eu prezo pelo amor-próprio, pelo respeito mútuo e pela verdade. Não espere de mim o que eu não posso dar em troca. Não espere escândalos, dramas e surtos psicóticos. (Ok, só de vez em quando). Não espere que eu morra de amor se eu estiver apenas exercitando minha alma desnuda.

Espere um sorriso bobo, uma palavra descompromissada, um olhar puro que beira a indecência. Espere que eu faça charme se você me fizer um convite, um beijo na nuca e uma promessa de uma noite.

Por enquanto, é o que eu posso oferecer.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Por inteiro


Os buracos que ficaram eu vou preenchendo com uma palavra aqui, uma música down ali. Desculpas para poder soltar as lágrimas sem que elas escorram pelos olhos. Não tem sido fácil decifrar. Amar, tampouco. Porque há tempos metades não me satisfazem.

Eu nunca soube ser meio-termo em nada. Nunca soube ser metade, mais ou menos, só tiquinho.
Sou de uma intensidade e de um excesso sem tamanho. Não costumo querer pouco do que posso ter muito. Não costumo querer uma dose de whisky se posso ter a garrafa inteira. Não costumo querer uma palavra se posso ter a poesia inteira. Não costumo querer um meio amor se posso ter um amor inteiro. Mas não é fácil, viu? Ultimamente não me contento com pouco e há pouca gente disposta a se doar tanto. (Inclusive eu.).

Às vezes bate aquela falta e a vida se encarrega dos acasos: uma poesia nova, uma música nova, um amor novo, um sorriso novo, uma vida nova. Uma dúvida nova, uma decepção nova, uma lágrima nova. Porque esses acasos nem sempre estão a nosso favor e nem sempre tudo é tão justo.

Resigno-me.
Fico amarga.

Eu só queria entender porque andar seminua bebendo num copo qualquer pela varanda tem sido mais interessante que procurar uma companhia qualquer. Mas também ninguém quer qualquer companhia, estou certa? Nessas horas é impossível não lembrar Nietzsche: "Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia.". Já disse, não tenho mais a menor paciência com metades. Prefiro passar os dias colhendo histórias novas a insistir em erros antigos.
Prefiro me preencher de mim do que ter a constante sensação de que me falta o outro.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Por uma vida com mais verdades verdadeiras.



Existem momentos em que o silêncio diz mais do que mil palavras.

Podemos dizer o que quisermos sobre as nossas vidas. Podemos acreditar em verdades inventadas por nós mesmos. Mas um dia as máscaras caem. Mais do que palavras, o que nos define são as nossas atitudes. E é nessas horas que somos traídos por nós mesmos, demonstramos nossa incoerência e caímos em contradição. Ninguém é capaz de sustentar armaduras por tanto tempo.

Todos temos nossas fraquezas, nossas feridas incicatrizáveis. É humanamente impossível ser forte e inabalável cem por cento do tempo. Errar faz parte do nosso aprendizado. Sofrer faz parte do nosso aprendizado. Aliás, faz parte da vida. E quando vejo que falta humildade para aceitar esses percalços, me perco em dúvidas e certos receios que eu não posso evitar. Tenho dentro de mim uma máxima: não confio em gente que não se mostra. Não suporto quem acha que a vida se resume a uma moda qualquer, um carro do ano, uma boutique cara, mas vive emoções baratas. Desconfio de quem tende a valorizar as aparências em detrimento do interior, do caráter, da sinceridade. Não acredito em gente que se esconde atrás de frases feitas, verdades inventadas, palavras vazias. Gosto de transparência, de quem dá a cara a tapa, de quem admite o erro e está pronto pra errar de novo. Gosto de quem arrisca (afinal, o que é a vida, senão um grande risco?).

Mas quem sou eu pra julgar atitudes que não me cabem.

Hoje me calo. Hoje me recolho, recuo. Necessito apenas da paz das minhas verdades interiores. Velhas dúvidas me corroem, é tempo de saná-las. Palavras ditas já não são o suficiente, eu quero provas. Chega uma hora em que a vida é posta em xeque e os fatos - apenas os fatos - são capazes de demonstrar alguma verdade.



"Para saber quem somos, basta que se observe o que fazemos da nossa vida.
Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam.
O que você diz - com todo respeito - é apenas o que você diz."
Martha Medeiros.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Adeus, até breve.

"É sempre amor,
mesmo que mude."
Bidê ou Balde


Mudou.
Houve um tempo em que eu te amei demais. O desmedido, sabe? Noites em claro, coração aos pulos, palavras, versos, textos e pomas inteiros escritos pra você. Povoavas meus mais ternos sonhos e quereres, tuas palavras se apossavam de mim como fogo. O platônico, sabe? Um motivo bobo pra sorrir à toa, pra chorar à toa, escrever à toa, ser feliz à toa.

Mas eu mudei.
Você mudou.

E eu vi tanta coisa, senti tanta coisa, vivi tanta coisa, ah, só Deus sabe o quanto eu vivi. O quanto eu aprendi. Acordei com aquele velho gosto amargo na boca por muitas vezes. O tempo passou, o gosto amargo foi escasso. Amei mais de mil vezes em menos de mil dias. Estive em muitos sambas, em várias varandas e em alguns olhos. E você não era mais. E mais do que nunca eu percebi que não estou disposta a amar sozinha por tanto tempo. Foi boa aquela sensação, aquele calor me invadindo todos os dias, mas, sabe, eu preciso de mais. Amor pra mim tem que ter toque, gosto, coberta, cheiro, língua. Calor pra mim é pouco. Amor tem que ter mais do que essas tuas palavras lindas. Amor tem que ter atitude. Aliás, amor é atitude. Amor é aquilo que preenche, queima, arde. Amor é aquilo que te faz querer acordar junto e sorrir junto e viver junto e morrer junto todos os dias. Depois de você, eu não sei mais amar quando falta tanto. Você me fodeu. (Ou não, vai saber). Você fez eu não me contentar mais com tão pouco. Você me fez ver que eu mereço mais do que um simples "eu te amo" ocasional. Porque amor, meu bem, não é ocasional. Amor é inteiro, indivisível, onipresente. Um pedaço de amor, apenas, não satisfaz mais o meu coração.
Por isso, acho que hoje estou pronta pra me exorcizar. E dizer, com todas as letras (ou quase todas) que acabou. Você ainda vai estar em mim, mas com certeza não será como antes.
Adeus, amor. Ou melhor, até breve.



"Cuide bem do amor, então
se ouvir meu coração."

Mariano Marovatto

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Preta

Ela é uma alternativa levemente radical às boas moças da sociedade.
(Porque Fernanda Mello poderia ter escrito essa frase pra gente.)





Porque ela chegou daquele jeito que só quem bebe entende. Porque ela me deu um abraço, ofereceu um cigarro e falou comigo de almas, coincidências e do acaso. Ou da falta do acaso, nunca vou saber ao certo. Porque nesse dia só a Central do Brasil viu o nosso samba e soube que nós éramos unidas de outras vidas.

Há 3 anos que os meus dias são mais bonitos por causa dela. Porque ela veio pintando a minha vida de um colorido que só ela poderia estampar. Existem momentos em que poucas coisas fazem sentido e ela faz questão de não fazer sentido comigo. Ela faz questão de ser louca, bêbada, insensata e linda junto comigo. Ela faz questão de comprar todas as minhas brigas por mais inúteis que elas sejam. Ela me cuida, me embala, me enxuga as lágrimas e me dá um sorriso tão bonito que tudo se preenche e fica mais fácil. Ela me entende quando eu me emociono e choro à toa. Ela me apresenta pras pessoas dizendo "gente, ela tem um blog e escreve lindo!" e é nessas horas que eu vejo que tem vezes que ela acredita mais em mim do que eu mesma.

Fernanda Telles é Mulher com eme maiúsculo. Às vezes acho que Caetano cantou "você é forte, dentes e músculos, peitos e lábios. Você é forte, letras e músicas, todas as músicas que ainda hei de ouvir..." pra ela. Porque Fernanda é uma fortaleza. Fernanda é referência. Fernanda é porto-seguro, é a certeza de ter pra onde voltar. Fernanda está nas minhas músicas. É uma mistura samba meio bossa nova e rock'n roll impossível de definir. Fernanda está nos meus sambas, nas minhas roupas, nas roupas dela que são quase minhas, nas minhas fotos, na minha cerveja, nos meus casos mal-resolvidos.

Acho bonito ela ser tão eu, eu ser tão ela. Acho bonito sermos tanto juntas. Acho bonito sermos Pretas. Acho bonito sermos Lapa, cerveja, samba, sentimentos, papo bom e palavras. Acho bonito ela estar nas minhas palavras e nas minhas linhas tortas. Acho bonito o jeito de ela ser sem fazer força, ir à luta, dizer o que pensa, ser contradição, ser tanto desejo, tantas idéias, tantas Fernandas. Acho bonito ela ser intensa, incrível, indecifrável, livre e linda. LINDA em todos os sentidos, todas as camadas, todos os cantos, todas as almas.

E é por isso e por muito mais que hoje isso tudo é seu. Obrigada por você ser tão importante pra mim e pra minha vida e pra vida de muita gente. Obrigada por fazer parte desse momento mais feliz da minha vida. Obrigada por ser amiga, irmã, mãe. Obrigada por ser ALMA-GÊMEA.
(O aniversário é seu, mas o maior presente quem ganhou fui eu.)
Te amo!

Onde você está as coisas são mais lindas.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sobre a falta de amor, o excesso de querer e as indecências

"Me ocorre agora, veja bem, tudo se dissolve.
Você pode achar que não tem sentido.
Mas, honestamente,
o que tem sentido?
A busca louca pelo amor resulta em pernas abertas e desencontros.
Em outros casos tem-se um cigarro
e olhares para o teto.
Não mais, não menos, mas também.
O amor é um interlúdio.
O amor,
ma belle, é fodido.
Mas nem por isso deixa de ser amor."

'O amor é fodido', por Jaya, no Líricas.





Ando com a cabeça nas nuvens e os pés no chão. Mas eu queria mesmo era estar com aquela sensação gostosa de paixonite mal-resolvida. Gosto muito dessa coisa de lençóis e pele e tudo mais, essas loucuras que misturam coração e hormônios e ninguém entende mas... sei não. Sinto que as ausências me preenchem e as suas músicas também. Acho bonito o jeito de falar de tudo, saber de tudo, o all-star, o jeitinho alternativo, o me olhar sem saber direito o que fazer mas... sei não.

Al Green grita "cause you make me feel so brand new..." e eu me aflijo: e o amor, gente? Onde é que eu deixei aquela parte minha que tinha o costume de deixar o coração disparar, o mundo parar e a vida ser um 'felizes pra sempre'? Acho que se perdeu naquele amor antigo e nas minhas palavras platônicas. Desculpe, eu tenho uma necessidade meio besta de querer amar tudo. Eu fico amando o seu cigarro, o seu copo de cerveja, os seus filmes, o seu jeito eu demais da conta. Mas ando num momento "short love, long night, déjà vu, yeah, we do it again...". (E você também, eu sei.). Ando curtindo um motivo qualquer pra minha solidão e procurando outro motivo qualquer pra lembrar você. Fico sentindo o cheiro grudado na pele e pensando "I wonder where I am in my relationship with you". Sei não.

Só sei que eu sou maluca demais pra querer amar sozinha. Aliás, ignore minhas ambiguidades. Minha incoerência. Essa minha perda de tempo de tentar explicar o que não tem porquê. Mas eu peço: insista. Me vire do avesso e me tire dos meus abismos emocionais. Eu quero me sentir louca, enrolar as minhas pernas em você, contar as pintas das suas costas enquanto você diz uma bobagem qualquer e bota uma suas daquelas músicas gostosas. A vida sendo um filme B. É disso que eu preciso, um pouco menos de contos de fadas e mais ação. E uma pitada de indecência.



"This just mind hurts a little
Love hurts sometimes, when you do it right
Don't be afraid of a little bit of pain
Pleasure is on the other side."
John Legend



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Contra a covardia, em defesa do Rio


Sérgio Cabral, agora é a verdadeira hora de chorar. Que mané verba de petróleo. O que andamos vivendo no Rio de Janeiro nos últimos dias é a verdadeira covardia. Arrastões, incêndios, inocentes feridos, assassinatos, é o caos generalizado. Uns põem a culpa na corrupção, na bandidagem. Muitos põem a culpa nas UPP's. Eu ponho a culpa no despreparo. Na falta de planejamento (isso sem falar na população que não exerce seu maior direito de cidadania- o voto).

Andamos num momento em que fomos infectados pelo vírus 'Tropa de Elite' e temos a certeza absoluta de que o filme é a cópia fiel do que ocorre hoje no Rio e no Brasil. Não que eu não ache que exista muita verdade ali, mas temos de ver os dois lados da moeda: alguém está tentando melhorar a segurança pública. Os motivos podem não ser os mais nobres (que o digam a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016), a politicagem pode ser o principal objetivo, mas de alguma forma é a primeira vez em que vemos grandes mudanças ocorrendo na segurança pública no Rio. É claro que sabíamos que esse modelo repressor ia entrar em colapso, pela maneira intempestiva que foi adotado. É claro que sabíamos que cedo ou tarde a bandidagem ia descer o morro pra ganhar a vida no asfalto. Mas a verdade, é que ao menos no fundo, nós acreditamos que pudesse dar certo, nem que fosse num milésimo de segundo.

O que eu vejo hoje no Rio de Janeiro é fruto de uma desorganização secular: desde a ocupação do Morro da Providência, a primeira favela carioca, em 1897 até o terrorismo que nos assola nos dias de hoje, o que predomina é aquela velha história do descaso social e político. E bandido tá mais é doido pra encontrar uma brecha dessas pra se instalar, ainda mais se tiver um colega de colarinho branco para sustentar o tráfico, o gatoNET e mais todas as ferramentas de controle populacional. E o problema é esse: em vez de pensarem em ações à longo prazo efetivas para acabar não só com a criminalidade e com a falta de segurança, mas também para coibir a idéia de que traficantes, milicianos e afins são os guardiões da favela, a política de segurança carioca sempre foi imediatista e focada apenas em abafar os episódios de violência de grande repercussão. Tudo isso através de ações mal preparadas, mal planejadas e de cunho político cujo o intuito principal é criar currais eleitorais e maquiar um Rio de Janeiro que aparentemente continua lindo. Cria-se um ciclo vicioso onde se instala o terror de tempos em tempos e as únicas ações efetivas são as de combate imediato. Precisamos de planejamento urbano e políticas de promoção de segurança, mas principalmente de medidas enérgicas de PREVENÇÃO à violência.

O que o Beltrame tem feito hoje é uma tentativa desesperada de tratar um sistema esquizofrênico que está beirando o colapso. Sua iniciativa em relação às UPP's e, agora, em relação ao terrorismo dos últimos dias é uma das únicas medidas palpáveis e visíveis na esfera da segurança pública em muitos anos. É louvável o esforço e o comprometimento de todos os estratos da segurança pública na tentativa de vencer o comodismo que já se instalou há tempos no governo do Rio de Janeiro. Mas, lembremos: é preciso planejamento, organização. É preciso garantir que a população não se sinta à mercê da criminalidade. Mais do que isso, precisamos da garantia de que não iremos pagar pelo preço de jogos políticos no futuro.



(Oremos.)

domingo, 14 de novembro de 2010

Aquela sexta-feira


Eu gosto mesmo é desse acaso.



Pela primeira vez eu tive medo de escrever. De fazer um texto meloso e não conseguir me justificar. Mas foda-se. Eu preciso dizer o que você fez comigo naquela sexta-feira.

Eu não vou ficar aqui falando do seu beijo nem daquela nossa dança louca no escuro. Eu quero falar é do jeito que você me seduziu. Me seduz. E não, não tô falando mesmo do seu beijo. Eu tô falando é daquele momento em que a gente ficou sozinho e esqueceu do que poderia ter feito. Eu tô falando daquelas músicas que você botou pra tocar sem saber que eram as músicas que eu mais escuto na vida. De você ter colocado pra repetir e achar engraçado eu cantar a plenos pulmões. Você não sabe mas foi nessa hora que você mais me seduziu. Foi nessa hora que você mais mexeu comigo. Foi nessa hora que eu me emocionei e me segurei pra não chorar, porque, cara, foi foda. E aí eu pensei: "FODEU!". Fodeu porque eu passei a noite inteira negando todo mundo que dizia "Vocês são iguais!" e naquela hora eu vi que foi em vão. A gente é igual mesmo. Putaquepariu, a gente é igual e agora eu tô com um medo do tamanho do mundo disso dar merda. Porque verdade seja dita, embora esse nosso descompromisso nos mantenha numa distância saudável, chega uma hora em que as coisas se confundem um pouco. Não, eu não quero confundir as coisas. Mas eu tenho medo de que um dia isso aconteça e acabe com tudo de bonito que eu guardo de você.

Por isso, faça um favorzinho pra mim: deixa de ser tão eu um pouco? Deixa essas músicas bonitas, seu jeito de cantar Chico Buarque e de saber de todas as coisas do mundo? Pelo menos de vez em quando, que é pra eu lembrar que nós não nos prometemos nada e que eu não espero nada de você. Porque eu gosto do nosso descompromisso e se a cada vez que a gente se encontrar você for bonito desse jeito, eu não sei até quando não vou criar expectativas.

E eu não quero.

(É como diria Fernanda Mello - ela que sempre me entende: "Eu não quero promessas. Promessas criam expectativas e expectativas borram maquiagens e comprimem estômagos. Não, não e não.")

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A culpa é de quem?

Bom, minha não é. É muito fácil colocar a culpa no outro. É muito fácil jogar a responsabilidade nas costas do primeiro que aparece. É muito fácil reproduzir meia dúzia de frases feitas sobre uma pseudo-indignação com a vida pra esconder os próprios fantasmas. Mas não nos cabe ter a expectativa de que os outros resolvam nossos problemas por nós. Não nos cabe, de forma alguma, culpar o outro por erros que são inteiramente nossos.
Sabe o que nos cabe? Nos despir do orgulho e encarar que somos seres imperfeitos. Parar de fingir que o mundo é responsável por todas as nossas mazelas. Não, não temos que perdoar ninguém. A culpa é nossa. A culpa da sua vida ruim, meu amigo, é inteiramente sua.

Portanto, faça um favor (pra mim, pra você e pro mundo inteiro): Chega. Chega desse papinho de fracos e oprimidos. Chega de dizer que te enganaram, que te trairam, que as pessoas não são o que parecem. Chega de pintar que suas pseudo-verdades são absolutas. A vida é de riscos e nem sempre as coisas são como nós queremos. Mas isso não nos dá o direito de nos pintarmos de vítimas. (Só se formos vítimas de nós mesmos). Ah sim, você está aí cheio de conflitos interiores, frustrações e a culpa é do mundo que não te suporta? Elementar. Ninguém é obrigado a suportar gente incoerente. Ninguém é obrigado a suportar alguém que não assume os próprios erros. Pior, ninguém é obrigado a suportar alguém que não se assuma. E ainda culpa o mundo por isso. Não, não dá. Pra mim essa é uma das maiores covardias que existem. E de gente covarde, eu corro.


"Aprendi a selecionar melhor meus diamantes
Pedaços de vidro não me interessam mais."
Autor desconhecido




(Ludmila Melgaço, espalhando a polêmica no mundo desde 1990.)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Não,

eu não te amo, idiota.
O que eu sinto é uma coisa muito mais carnal. Tem gosto de perigo. Proibido. É aquela coisa das quatro paredes. Das frases gemidas.
O toque, o cheiro, o gosto.
Não, não é amor.
O que eu sinto não tem nome.
É dança dos corpos. É o que arde.

Ou melhor, tem nome sim.

(Me) Descubra.


"Je sais que ça va être très bon."
Leandra Leal por 3 na Massa

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

In-certezas.

Sabe o que eu queria?
Que você sentasse no meu sofá e desfiasse uma bossa nova gostosa no meu violão. A gente podia escrever na varanda vendo a vida passar enquanto fica com aquele gosto de sorvete de flocos grudado na boca. Algumas gotas de álcool, talvez.
Tempos atrás você não existia assim, mas agora chegou numa mistura de retórica e travessura que eu não aguento mais ouvir os meus lençóis chamando por você.
Eu provaria tuas cores. Teus cheiros. Teus gostos.
Tomo cuidado pra que a única ressaca que se abata sobre mim amanhã seja pelo excesso.
Obrigada por me isentar da culpa.
Minha única certeza é a de querer me perder. Com você. Em você. Ser uma das suas linhas bêbadas ou um poema sujo escrito num guardanapo qualquer.

É isso que me seduz.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Passei os dias pousando a caneta no papel
Mas nada do que foi escrito mereceu ser publicado.
Acho mais fácil assim:
os dedos no teclado, trôpegos
vomitando as palavras
Enquanto forma-se um texto mal-acabado onde não digo tudo o que quero dizer.



"Escrever é um abismo."
Fernanda Mello

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Esta semana também estou no Wordless , com tema de @BrenoMassena : "O limite do fã com seu ídolo."
Leia, comente, xingue, bata na gente, mas opine.

domingo, 12 de setembro de 2010

Sempreviva

"Minha carne é de carnaval,
meu coração é igual!"
Novos Baianos


Ultimamente tenho sido inteira. Tenho sido aquelas cervejas, aquelas caipirinhas, aquele cigarrinho cretino pós-álcool com cara blasé. Aquele caminho eterno Copacabana-Lapa-Estácio. Ou aquele samba de setenta e quatro que diz "me deixe hipnotizado pra acabar de vez com essa disritmia!".

Me perco em horas inteiras de amor.

Minha cama anda mais desarrumada que o normal. Talvez seja essa minha sensação de liberdade louca que teima em não me largar. Liberdade de ser, de viver. De deixar as roupas e os copos pelo chão depois das madrugadas em claro enquanto o sol invade os olhos. Visto minhas saias curtas multicoloridas, viro boemia e deixo meu corpo à mercê da música.
Liberdade de ser, de viver.

Ando muito poeta, muito dona de mim. Ando com olhos de ressaca. Um gosto de sol, suor e samba me escorrendo pela boca. Ando à flor da pele e com aquele sorriso de quem não sente culpa.

(Talvez plenitude seja isso.)


"A vida é pra viver,
a vida é pra levar."
Toquinho e Chico Buarque


Saravá!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Hoje é dia de Wordless



Eu, @BrenoMassena , @carolfcr , @kylefelipe , @Rigamont e @pacocaribeiro esteramos, a partir de hoje, quinzenalmente divagando sobre diversas questõs da vida no Wordless, da queridíssima @malutolentino!

Entrem, leiam e compartilhem sua opinião com a gente! ;)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Seu quarto, como eu imagino.

As paredes brancas. Eu sei da falta da TV. O computador que fica ligado 24 horas por dia. A sua cama em diagonal porque você é muito comprido. Tudo bem, a gente aperta, divide o cobertor. Aliás, acho essa coisa de dividir o cobertor muito linda e uma das maiores comunhões que existem. Coisa de gente sintonizada no mesmo canal, como a gente.

E a janela? Deve ser que nem a minha, atrás da cama. E o sol vai entrando pelas frestinhas da cortina e acordando a gente devagar. Pura falta de pressa e excesso de carinho. Eu com a minha preguiça e você me acordando com aqueles teus acordes no violão. Maneira mais linda de acordar, mesmo eu estando completamente despenteada. Eu sei que você não liga. Vai me olhar com uma cara de compaixão e rir da minha cara só pra me deixar insegura e perder um pouco do meu jeito de dominadora, como você diz. Eu não ligo. Vou ficar meio vermelha e meu sotaque vai piorar um bocado, mas daí você vai me achar uma gracinha, e aí, tá tudo certo.

Acho mágico. Acho lindo.

Imagino você chegando com a caneca cheia de Nescau e a boca toda preta. Não, vamos fazer um brigadeiro com isso porque Nescau sozinho não tem graça. E mais cobertor dividido. Mais confidências. Mais carinho carinho carinho. Amizade sem fim. Música. Aquela foto nossa que vai ficar guardando as lembranças. O post-it que eu vou pregar na sua parede antes de sair. E o seu olhar.



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(Em breve novidades. Tudo idéia da @malutolentino , no Wordless.)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Fight. Resist.

Não me pergunte o porquê. Hoje vim pra te pedir aquele colo e aquele cafuné porque a vida tá braaaaaaba, honey. Velhos fantasmas me assombram e velhas questões me corroem.

Não, não é nada. É TPM que passa. É a grana que passa longe. É aquele moço que pediu ajuda e teve vergonha de marejar os olhos, enquanto eu me mantinha firme com as lágrimas que teimavam em escorrer. É aquele moço que mexeu no meu baú e revirou tudo que estava escondido. É a saúde pública no Brasil que me deixa indignada. E aquele moço que me olhava pedindo compaixão e queria ajuda. E eu com meu jaleco branco e toda a impotência a que somos submetidos.

E é, I'm gonna try to be myself although myself will wonder why. Why, cara, why? Não me pergunte, já disse. Eu só quero me desengasgar. Eu só quero não me sentir impotente quando alguém pedir ajuda pra doutora aqui e eu não puder fazer nada.
You born to resist or be abused? Eu tô resistindo, cara. Bravamente. Tô aprendendo na marra. Dando a cara a tapa. Oferecendo a mão. E medo eu tenho. Medo de me perder por aí cada vez que o escuro vem e nem tudo é tão bonito quanto parece.

Quer saber, esquece. Eu luto.
E é claro que o sol vai voltar amanhã.

domingo, 25 de julho de 2010

"Anda, vem me lumiar com sua chama
Vai anoitecer..."
Lô Borges


Era noite, era dia, não sabia. Não sabia a hora, não sabia se era hoje ou ontem, amanhã ou depois. Mas sabia que aqueles olhos não podiam deixar de olhá-la. Muito mais que beijos, pele na pele, arrepios e entre lençóis, ela queria mais que tudo morar naqueles olhos e passear naquele sorriso.

Ele gostava de andar por aquelas curvas e conhecer cada milímetro de pele dela, dos dois se misturarem em suor e lençóis. Mas quando olhava os olhos dela suplicando pelos olhos dele, ele sorria seu sorriso mais sincero e e desejava nunca se perder dela.

Suplicaram-se tantas e tantas vezes, eram tanto querer e tanta urgência que não saberiam dizer se um era dentro do outro ou os dois eram em um só. Eram a mesma poesia, a mesma música, choviam, lumiavam um com a chama do outro. Apossaram-se um do outro com toda vontade e de repente eram muito mais que amantes: eram tudo que há de bonito na vida, e isso bastava. Ser. Eles foram. Eram. São. Sempre serão.Conjugados em todos os tempos verbais. Mesmo que os lençóis não embolassem, que não houvesse urgência: seus olhos jamais se perderiam. E é por isso que eles foram. Eram. São. Sempre serão.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Eles.

Ele ia dizendo que não podia mais, que havia outra, que continuaria amando-a da mesma forma, enquanto ela bebia avidamente inúmeros copos de chopp. "Preciso de algo mais forte", pensou, e enquanto ele a olhava pedindo compreensão ela levantou o braço e disse:
- Juvenal, um whisky duplo sem gelo, por favor.

Depois de um demorado gole de coragem, olhou nos olhos dele, engoliu uma lágrima, respirou fundo e pediu:
- Só não me apague dos seus olhos. Sei que você nunca foi meu e nem eu de você, mas sempre que eu te olhar eu quero me encontrar.

Ele, no entanto, não conseguiu engolir suas lágrimas. Repetiu que a amava e que o que eles viveram era para sempre. "Você não me respondeu", ela disparou. Ele pegou suas mãos e disse:
- Enquanto eu me encontrar nos seus olhos, jamais vou te apagar dos meus. Enquanto nós existirmos vamos nos amar da mesma forma que nos amamos desde o primeiro olhar.

Ficou muda. Não parava de olhar nos olhos dele e pensar, na velocidade da luz: por que ele piora o que já é difícil? Vai, me leva com você e esquece dessa conversa, enquanto, à meia-luz, tocava aquela música que diz "invento artifícios pra nunca te perder" e os dois, juntos, completavam:
-"Eu não vou te perder".

Sorriram e ela pediu mais um whisky. Os dois viam seus sentidos lhe trairem, tamanha embriaguez. Marina Lima começou "Não quero sugar todo seu leite..." - era a música deles! - e ela não se conteve:
- Vem, dança comigo.

Ele acatou e a tomou nos braços. Doía sentir o toque dele, mas o álcool a anestesiara e ela só queria que aquilo durasse para sempre. Mais uma vez juntos, entoaram:
- "Seu corpo combina com meu jeito, nós dois fomos feitos muito pra nós dois".

E se entregaram ao fogo que lhes queimara tantas vezes. Era a última noite.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Meu.

Essa coisa de declarar meu amor pro mundo inteiro é muito minha mesmo. Digo que admiro, fico cheia de ternura, me jogo e amo tanto. Amo muito mesmo.
Tenho aquela olha por mim a cada segundo e que, junto daquele, me acreditam mais que tudo nessa vida.Tenho as minhas amigas que estão em todos os momentos. Tenho aquela que lá de longe me sente a todo instante. Tenho aqueles que admiro sem ao menos saber quem são. Tenho aquele que é meu caso sério desde sempre. Tenho aquelas duas pretas que são minhas almas-gêmeas. Tenho tudo o que preciso.
Quero muito mais, mas, por ora, o que é verdadeiramente meu me basta.





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(Vou de férias
sem saber quando volto.
Vou amando tudo quanto é vivo nessa vida.)

sábado, 29 de maio de 2010


na barra da minha saia,

meu amor,
só quem eu quero.






domingo, 16 de maio de 2010

Viver, valer, viver

(ou: Por que é mais fácil especular sobre a vida alheia que tornar sua própria vida plena?)


A gente precisa aprender cuidar mais de nós mesmos. A deixar os outros serem felizes à sua própria maneira. A não viver a vida dos outros. Aliás, a gente precisa aprender a viver a nossa própria vida. Porque não adianta não querer passar despercebido pelo mundo se você não faz a sua própria vida valer à pena. Não adianta se fazer perceber um santo se o seu maior conflito interior é querer se libertar. Não adianta querer viver um vida não lhe pertence.

Mas até aí, tudo bem. A vida é sua, faça o que quiser com ela, certo? Certíssimo. O problema é quando não conseguimos lidar com os nossos próprios conflitos e resolvemos que todas as nossas verdades são absolutas e que o mundo deve andar -apenas- segundo as nossas convicções. Ei, você que não acredita em Deus, que fuma, que bebe, que faz sexo sem compromisso, que escuta pagode, música sertaneja e punk rock, que escreve o que sente e o que não sente, que chora, que ri, que ama e -o mais importante- que acredita na plenitude da sua vida. Tá errado ó, Deus existe, fumar, beber e fazer sexo são ações prejudiciais à saúde (além do mais, não são coisas que uma pessoa decente deve fazer), pagode, sertanejo e rock não combinam, você só pode escrever o que sente e, paradoxalmente, demonstrar sentimentos só vai fazer você quebrar a cara. E você tem que viver a sua vida assim porque EU digo que é assim.
Mas, oi? Cadê o nosso direito assegurado pela constituição de ir e vir? Cadê os direitos humanos? Cadê a liberdade? Cadê a licença poética? Cadê o livre arbítrio?
Agora, imagina, 6 bilhões de pessoas querendo opinar na vida umas das outras. Sim senhores, é o caos generalizado.

Quem sou eu pra dizer o que é certo ou errado nessa vida. Mas eu acho que o mundo teria muito menos pessoas frustradas e insatisfeitas se nós simplesmente vivêssemos as nossas vidas. Ou melhor, se nós nos apaixonássemos todos os dias por nós mesmos e pelas nossas respectivas vidas. Parece um discurso meio alienado e repetitivo, mas é sério: pra que se preocupar tanto com os outros se temos nossa própria vida pra viver? Por que se preocupar em apontar os erros ou acertos de alguém se temos nossos próprios erros pra corrigir e acertos pra comemorar? E por que não fazermos da vida uma coleção de momentos memoráveis e muito bem vividos?
Olha, eu não sei as respostas para esses questionamentos. Mas eu as busco incessantemente. Invariavelmente mudo de opinião pelo caminho, mas hoje penso que nós temos uma certa afeição pelo que é fácil. Temos medo do sofrimento. Temos medo do risco. Temos medo dos que arriscam.
Ao mesmo tempo não queremos passar em branco e para isso nos valemos do artifícios mais chulos, fúteis e vis. Quanta leviandade!

Há muito tempo eu me propus um desafio: cuidar mais de mim e viver plenamente à minha maneira. E ligar o foda-se pra o que não me convém. Continuar a favor e ser gente de verdade.
Porque no final eu quero poder dizer com toda a minha verdade: EU FIZ VALER À PENA.


sábado, 8 de maio de 2010

Toda errada.

Seria muito mais fácil não escutar aquele refrão que insiste em me seguir. Seria muito mais fácil passar a vida negando tudo o que se sente. Seria muito mais fácil não ter arriscado tanto na vida. Mas eu nunca escolho o caminho mais fácil. Eu vivo arriscando, metendo os pés pelas mãos. Falo demais, bebo demais, escrevo demais, sinto demais. Amo demais. Sou puro excesso.

Sinto falta daquela nossa poesia que teimava em sair da boca e grudava nos olhos. Sinto falta daquelas suas piadas sem graça que eu digo que não, mas adoro. Sinto falta daquele olhar que ousava em me desarmar. Sinto falta de você, que nunca tive, mas insiste em me derreter com suas verdades. Sinto falta daquela época em que era só eu que importava. São tantos vocês. Vocês que me deixam um vazio que não me pertence.

Perdão pela completa falta de tato. Ando numa época em que há muito dentro de mim e não sei como lidar com tanto sentir. Escrevo para quem nem sei se existe enquanto a vida parece se perder pelas esquinas junto com cada gota de álcool que me desce pela garganta. Quero esquecer as verdades que insistem em me inquietar por dentro, em vez de encará-las. Nem que seja só por hoje.

Olha, longe de mim dar uma de drama queen, mas tenho uma necessidade incessante de auto-conhecimento. E isso eu só consigo escrevendo toda e qualquer asneira que me inquiete. Não tenho o menor problema de parecer maluca, insensata, mulherzinha. Eu me dou o direito de sê-lo. E haja paciência para me aguentar. Haja persistência para caminhar. Haja palavra para decifrar. Haja tanto para sentir.
Haja vida. Pra viver.

("Does that make me crazy? Probably.")

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Um beijo especialíssimo pra minha mãezinha preta e suas piadas sem graça. Porque amanhã é dia das mães e de novo eu não vou estar com ela. Nem vou conseguir escrever sobre a mulher maravilhosa que ela é porque vou chorar feito criança.
Um cheiro e guarda o colo pra mim! ♥

sábado, 10 de abril de 2010

A favor de gente de verdade



"Eu permito a todos ser como quiserem... e a mim como devo ser."

Chico Xavier




Eu gosto mesmo é de gente de verdade. Não sou de ficar medindo palavras ou ações pra pra satizfazer os outros. Eu ME satisfaço. Sou fiel às minhas vontades. Gosto de escrever, gosto de música boa, música brega, tenho manias, tenho defeitos. Aliás, todo mundo tem. Eu assumo todos (ou boa parte deles).

Gosto do meu samba, jogo a mão pro alto e canto a plenos pulmões "Tristeza, por favor vá embora!". E foda-se. Foda-se se o cara mais gato da noite vai me achar uma maluca. Foda-se se eu estou pingando suor de tanto dançar. Eu vivo, gente. Eu sinto. Tomo minha cerveja, sento no boteco (mineira que sou!) e chamo todos os garçons do mundo de Juvenal. Gosto de gente que abraça, que olha no olho, sorri, batuca na mesa, que fala merda, que derruba o vidro de pimenta no chão. Gostou? Então puxa a cadeira, pega um copo e arreda pra cá. Vamos bater um papo, falar da vida, da prova de amanhã, de política, de música, de sexo, de amor, de livros, de poesia, de nada. Não gostou? Foda-se. Mas por favor, não venha me podar, dizer que é falta do que fazer, que é politicamente incorreto, o que minha mãe vai pensar, isso não é coisa de mulher, que assim eu não vou ter o bom-partido. Meu bem, não é isso que eu quero. Aliás, que se fodam os bons-partidos, as boas-moças e demais bem rotulados do planeta. Eu não troco a minha vida cheia de emoção por um rótulo sem-graça de boa-moça por nada nesse mundo.

Li uma frase recente da Fernanda Mello (ele que sempre sabe!) que diz: "Ela é uma alternativa levemente radical às boas moças da sociedade". Ai, gente, me encontro em cada letrinha. Muito obrigada sociedade, mas eu não quero seguir padrões. Eu me dou o benefício da liberdade, de poder ser errada e incoerente de vez em quando. Eu me dou o benefício de chegar em casa de manhã, de cometer excessos, de ser cretina, de ser mulherzinha com as minhas frescurinhas, de escrever o que eu não devia (quem disse que não devia?). E eu tenho histórias pra contar. Eu faço a minha vida valer à pena. E não permito que quem quer que seja me imponha o que é certo ou errado. Guarde suas grandes e inabaláveis certezas, saberes da vida e verdades absolutas pra você. Eu tenho as minhas poucas certezas guardadas comigo, e elas estão prontas pra se tornarem dúvidas. Porque o mundo gira. O tempo passa. A vida muda. A gente aprende.
E eu, ME PERMITO.