quarta-feira, 6 de abril de 2011

Sobre a minha necessidade de amor. E paixão.

‎"Paixão é pros fracos. Mas amar, ah, o amor, AMAR É PUNK!"
Fernanda Mello, "Amar é punk."

Vou discordar.

A frase é linda. Mas paixão não é só pros fracos não, sabe. Muito pelo contrário. Paixão é o tipo de coisa que a gente tem que viver milhões de vezes. A gente precisa desse fogo, de se apaixonar por todo mundo. Aliás, digo e repito, mais do que tudo, precisamos nos apaixonar por nós mesmos. Precisamos ser volúveis, sentir o coração disparar, perder o fôlego, perder o chão. E arrisco mais: pra mim, a busca pelo amor passa por momentos que muitos podem achar pouco nobres.

Posso dizer que eu busco o amor naquelas letras velhas. Naquela história antiga, cheia de 'eu te amo'. E porque não, num lençol embolado, numa noite qualquer ou numa efemeridade louca movida a álcool e desejo carnal. A paixão momentânea nos levando por caminhos perdidos. Ou achados. Porque pra mim, paixão e amor andam juntos. Ainda não aprendi como amar sem me sentir meio louca. Ainda não aprendi como amar repousando o coração num lugar tranquilo. Pra mim o amor só tem sentido se vier acompanhado da falta de discernimento. É como diria Vinícius, "o amor só é bom se doer". Amor tem que ter uma intensidade tamanha que eu só consigo sentir se tiver paixão junto.

Tem quem diga que só gosta da paixão quem ainda não encontrou o amor de sua vida. Sei não. Tanta coisa pra viver ainda, tantas noites em claro, tantos toques, tantos choros. Tanta dor. Tanta coisa pra sentir e pra amar.
Não tenho essa coisa de ficar esperando o amor da minha vida.
Minto.
Só acho que pra encontrar o 'tal amor da minha vida' preciso viver histórias, paixões, amores. Sim, "relacionamento, a gente constrói. Dia após dia...". Mas pra isso eu preciso primeiramente VIVER a paixão. É como se fosse uma etapa necessária pra saber se o amor vai durar. Ou melhor, se vai valer à pena, pois que seja infinito enquanto dure.

Se bem que amar, se apaixonar, sempre vale à pena. Se ao final não houverem lembranças boas, viver uma paixão é garantia, pelo menos, de aprendizado. De histórias pra contar. Antes de querer viver a sorte de uma amor tranquilo, eu preciso viver a insanidade de um amor passional. Muitas vezes. Intermináveis vezes.

Até porque, mesmo o amor tranquilo tem sabor de fruta mordida.
;)


6 comentários:

Thiago disse...

'o amor é fodido'(Zaya).
E só!

Anônimo disse...

lindo amiga! é isso aí! super concordo!
kisses sista

Ingrid disse...

É que amor tem gosto de paixão que fica. Afinal, é essencial apaixonar-se antes de amar. Pra que o enlouquecer possa ser com a msm pessoa... dia após dia.

Adorei o texto! A gente cai, levanta, e lá na frente encontra quem suba e desça junto com a gente, não importa o que vier.

beijoo

Jaya Magalhães disse...

O amor é fodido, sim. Como meu bem-querido disse ali. [Mas isso não impede de torná-lo uma coisa linda]. E para falar sobre seu texto eu precisaria escrever um outro. [E quem sabe não escreva?].

Só digo que eu já vivi um amor que doeu. [Na época eu realmente achei que era amor, hoje nem sei mais]. PRA CARALHO. E na época umas amigas disseram que amor não tem que doer porra nenhuma. Eu não entendia. Hoje entendo. Não precisa doer. Precisa sentir, só isso. Tem é que fazer bem. Muitíssimo bem.

Eu não queria tantos amores. Mas me apaixono todo dia. E digo que desejo um amor bom. Bom pra mim. E desejo amar bonito. Bonito para ele. Isso basta.

"Sei lá, só sei que é preciso paixão".

[Nunca fiz um comentário tão inconclusivo, acho]. Haha.

Beijo, flor.

Paula disse...

Gata, concordo plenamente com você. Não acho que a paixão é para os fracos.

Paixão é para todos. Assim como o amor. O amor também é para todos. Há o amor e a paixão e ambos coexistem.

O que determina o encontro em si, a união, é o grau de magnetismo que une os parceiros, que se buscam, se desejam, se precisam, numa união, primeiramente, básica, carnal, em que o vínculo é, primordialmente, fundado no fato de eu ser uma mulher e, ele, um homem.

O elo essencial é impossível de ser rompido quando a busca intrínseca pelo preenchimento, pela plenitude, atrai dois corpos celestiais em órbita para orbitarem de maneira sincronizadamente apaixonada, surpreendente, intensa, traumática, revolucionária.

Depois da tempestade, encontramos águas mais navegáveis, mas o sabor de fruta mordida tem de ser, conscientemente, mantido pela fé na liberdade individual e pela confiança no sonho de Deus para nós.

A transitoriedade da vida, a equanimidade do olhar para além do medo e do desejo e o serviço amoroso desinteressado ao próximo nos leva inevitavelmente a realizar o potencial divino em nós e em nosso mundo.

A paixão é o termômetro do amor, mas ela não pode jamais, apagar, dispensar, substituir o amor; mas é preciso conviver com ela, assim como com o medo que assombra as almas que se amam: o medo de partir, o medo da despedida, da morte e da insatisfação.

É preciso que vivenciemos cada emoção a seu próprio tempo e que abandonemos o desejo por controlar as manifestações práticas de nossa vida, abrindo nosso coração para amar e sentir gratidão por tudo que a vida traz, incondicionalmente.

"O amor que somos capazes de gerar é o amor que recebemos de volta". George Harrison

E vamos confiar na vida! ;)

| A.Luiz.D | disse...

A paixão é apenas a janela para uma viagem infinita e inesquecivel.
Uma carta-convite, as vezes mal interpretada..