
Setembro chegou, com suas flores, cores e sorrisos.
Setembros sempre me trazem uma loucura tão boa e um certo saudosismo que eu não posso evitar. Setembro sempre passa na minha vida feito um furacão. Muda tudo de lugar. Remexe armários vazios, inverte prioridades, revive o passado. Revira o coração. Em setembro sou capaz de transformar uma terça-feira cinza numa história de cinema.
Me sinto um caso perdido. Desses que repetem as mesmas besteiras mil vezes só pelo exercício de viver uma história bonita. E o pior (ou melhor, nunca vou saber) é que eu gosto de ser um caso perdido. Sempre digo (e repito!) que me importo muito com as histórias que eu vou contar no futuro. Acho que a minha liberdade é o meu bem mais precioso e nada nem ninguém será capaz de tirar isso de mim.
Liberdade de ser, de viver.
Setembro me dá essa liberdade toda e faz eu me sentir inteira. No auge. No ápice. Me sinto quase como uma super heroína. Uma Mulher-Maravilha. Me sinto forte, livre, transgressora. Perco qualquer gosto pelas convenções sociais chatas. É como se setembro trouxesse uma brisa diferente que me inebria e guia os meus passos. É como se eu obedecesse as minhas vontades mais ocultas sem me importar com as consequências, quaisquer que sejam.
Liberdade de ser, de viver.
É como eu já disse: "Ando muito poeta, muito dona de mim. Ando com olhos de ressaca. Um gosto de sol, suor e samba me escorrendo pela boca. Ando à flor da pele e com aquele sorriso de quem não sente culpa.
(Talvez plenitude seja isso.)"
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Talvez nenhum outro Setembro se descreva como esse. Mas re-escrevo esse novo Setembro com velhos e novos sentimentos, uma coisa misturada, que no meu coração, faz todo sentido.